27.6.17

Crônica de um estrangeiro



Foto: reprodução

Sinto saudades de um lugar que nunca vi mas que foi feito para mim; que transcende as nuvens, o azul do céu e a atmosfera. Sofro pela falta dessa terra onde fui gerado mas que meus pés nunca pisaram. Almejo pelo dia em que os meus olhos alcançarão esse oásis e verão o dia perfeito. Transbordo de alegria na espera de encontrar alguém que eu ainda não vi mas que está comigo todos os dias.


Anseio pelo abraço que nunca recebi, por ouvir o tom da voz daquele que me esquadrinha os pensamentos, que rasgou o véu pra me encontrar, que me prometeu voltar e continuar de onde paramos. Carrego essa nostalgia desde o dia em que nasci nEle.

Mas preciso continuar. Sim! Continuar aqui a jornada que me foi proposta e seguir como estrangeiro de pés cansados, tentando sobreviver a uma era turbulenta para fazê-lo conhecido, para anunciar seu reino seja como for. Sem a necessidade de que meu nome seja lembrado. Apenas o dEle.

Quero logo chegar nessa cidade natal de proporções inimagináveis e de riquezas que demostram a glória de seu dono. Não pelo lugar em sim mas por Ele. Preciso enxergar a profundidade de seus olhos, tocar nas marcas de suas mãos e contar das vitórias e guerras que venci pelo reino. Ele dará um festa, nos confraternizaremos e viveremos uma história sem fim!




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