17.8.17

Autoanálise




Essa semana revendo textos antigos deste blog percebi como eu mudei por dentro e por dentro e por fora, como minhas prioridades são outras atualmente e como isso refletiu positivamente  na minha forma de escrever sobre a vida. Abandonei 'grilos' antigos, superei frustrações, refiz metas e estabeleci limites para as coisas que me faziam mal.

É engraçado perceber que em cinco anos de blog, o que eu considero pouco tempo, tanca coisa se transformou na minha cabeça e na minha forma de enxergar o mundo. Meus questionamentos mudaram, minha insegurança perdeu força e minhas prioridades se tornaram mais relevantes.

Aprendi que meu defeitos também fazem parte de mim, que eu não preciso mudar tudo para caber nos padrões impostos pela sociedade, que paradigmas podem ser quebrados, que eu não tenho que agradar todo mundo e que bom que eu encontro pessoas que não gostam de mim porque elas me mostram que eu não sou perfeito e nem deveria ser.

Deus me ensina todos os dias que tudo coopera para o meu bem e que portanto ser quebrado, as vezes, faz parte de um método de cura que eu não preciso entender só ele. Desencanar também é caminho.

Eu atribuo toda essa metamorfose ao processo de maturidade que todos nós passamos, ou pelo menos deveríamos passar, que é tão, tão, tão libertador. Porém entendo que o amadurecimento não é limitado e sim algo cíclico que vamos conviver a vida toda  como parte de um segmento que vai nos tornar sempre mais claros para nós mesmos.

Que bom saber que existe mais, que não parou por aqui e que talvez daqui há mais cinco anos eu perceba que eu mudei muito mais. Eu prefiro aprender sempre mais, errar muito mais, mudar e aceitar o diferente do que ter 'aquela velha opinião formada sobre tudo'.





27.6.17

Crônica de um estrangeiro



Foto: reprodução

Sinto saudades de um lugar que nunca vi mas que foi feito para mim; que transcende as nuvens, o azul do céu e a atmosfera. Sofro pela falta dessa terra onde fui gerado mas que meus pés nunca pisaram. Almejo pelo dia em que os meus olhos alcançarão esse oásis e verão o dia perfeito. Transbordo de alegria na espera de encontrar alguém que eu ainda não vi mas que está comigo todos os dias.


Anseio pelo abraço que nunca recebi, por ouvir o tom da voz daquele que me esquadrinha os pensamentos, que rasgou o véu pra me encontrar, que me prometeu voltar e continuar de onde paramos. Carrego essa nostalgia desde o dia em que nasci nEle.

Mas preciso continuar. Sim! Continuar aqui a jornada que me foi proposta e seguir como estrangeiro de pés cansados, tentando sobreviver a uma era turbulenta para fazê-lo conhecido, para anunciar seu reino seja como for. Sem a necessidade de que meu nome seja lembrado. Apenas o dEle.

Quero logo chegar nessa cidade natal de proporções inimagináveis e de riquezas que demostram a glória de seu dono. Não pelo lugar em sim mas por Ele. Preciso enxergar a profundidade de seus olhos, tocar nas marcas de suas mãos e contar das vitórias e guerras que venci pelo reino. Ele dará um festa, nos confraternizaremos e viveremos uma história sem fim!





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