3.9.15

O mistério que a morte traz


Essa semana me peguei refletindo sobre o  temível sentimento de morte. Algo mórbido, terrível e tenebroso para nós que ainda vivemos. Me deparei com casos reais de pessoas que perderam quem amavam e pude entender que a morte para quem está vivo é um grande mistério tecido de névoas, falta de esperança, incertezas e um conflito inevitável para qualquer ser humano.

Todos os dias os noticiários estão recheados de mortes, perdas, roubos, enganos. Pessoas que poderiam estar ali de tantas maneiras melhores e mais apropriadas. Por competência, pelo trabalho reconhecido, ou por terem conseguido algum feito inédito no mundo mas infelizmente foram vítimas de um contexto desleal ou mesmo de um destino já traçado. 

Sempre me entristeço por pessoas que perdem suas vidas de maneira injusta e sempre penso como foram interrompidas de realizar sonhos, roubadas de suas conquistas e das metas que idealizaram atingir para si mesmas desde sempre. Imagino o quanto deviam ser excelentes filhos, pessoas inteligentes, com histórias interessantes ou mesmo nada disso mas me pego idealizando personalidades que nunca conhecerei e me lamentando por um luto que não é meu.

Entretanto para quem morreu acredito que o momento seja esclarecedor, intrigante e talvez recompensador desvendar todo esse mistério que é a vida. Além do mais morrer é não ter mais que enfrentar trânsitos caóticos, oposições políticas, crises econômicas. É estar isento de contas de água, luz, telefone e num sentido mais profundo talvez seja livrar-se dos insucessos, do movimento das horas, de demoras e esperas, das injustiças, da dinâmica existencial que nos faz sofrer e da nossa incapacidade de lidar com as agonias de ser. Talvez esse terrível medo da morte seja só pelo encontro com o desconhecido.

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Um comentário:

  1. Já me questionei inumeras vezez até porque com intervalo de 10 anos vi partirem os meus fos filhos homens.Hoje vivo para ver crescer minha neta mais nova (12anos) mas ja tive um linfoma que graças a Deus entrou em remissão à 4 anos e neste momento estou de cama, porquanto fui operada ao pulmão mas o o cancer era benigno. CHEGUEI ONTEN A CASA.BEIJINHOS NATAN

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