18.12.14

Feliz dezembro




Gosto desse gosto que dezembro traz de chegadas e partidas, de festa, alegria e união. Parece que é preferencialmente nesse mês que embalados pelo famoso espírito natalino damos valor aos pequenos gestos, procuramos nos aproximar de quem está longe, escolhemos presentes, enfeitamos a casa e o coração.

O fim do ano pra mim é o momento de acreditar que todos os embaraços, tragédias e fracassos que aconteceram  serão esmagados por algo maior e melhor. Vivo de acreditar na próxima semana, me empolgo com a possibilidade de novos rostos e novos começos. Um pouco de fantasia, ao menos nessa época do ano, nos devolve a crença em possibilidades que existem, mesmo que o resto do mundo esteja cético quanto a elas.

O último mês do ano é sempre corrido, colorido e absorvente. Férias, compras e liquidação. Trocam-se os sonhos, renovam-se os sentimentos. Liquida-se o ano presente, o dinheiro, os produtos nas prateleiras. Liquida-se o resto do estoque e o último vintém. Dificuldades todos temos mas dezembro traz o ânimo do recomeço. 

Talvez dezembro seja mesmo mágico e dele  quero levar para os próximos meses a leveza de esperar um mundo novo no segundo em que os anos mudam, gratidão por estar vivo e por ter uma alma capaz de detectar o sublime no essencial. Quero levar as cores, as luzes, os gestos e todas as sensações.Que dezembro nos traga a confiança de que a hora de ser feliz é essa, e assim será! Feliz dezembro!

18.9.14

Na alegria e na tristeza


Me amarro em uma frase da Martha Medeiros que diz: "um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos." É isso. Não me contento com pessoas que só querem dividir comigo as horas boas e os momentos de festa e saúde, tem que rachar também os momentos difíceis  porque amizade é  juramento de fidelidade.

Para mim amigo de verdade é aquele que passa sufoco junto, que tem o que dizer quando tudo vai mal ou que apenas o silêncio e uma mão estendida diz tudo, que ajuda a aplaudir quando os holofotes estão apontados para mim e que sabe como dizer quando não me saio bem. No fim das contas são essas pessoas que tem muita história para contar, são elas que te dão colo e dias incríveis. Porque pra mim não servem os bajuladores ou quem no fundo, no fundo torce pelo meu fracasso. Prefiro quem apresenta sintonia e quem se conectou comigo desde as primeiras conversas.

Amigos que te acolhem em um dia mal e que brindam contigo, rindo de orelha a orelha, na alegria é quase tão difícil e tão valioso quanto ganhar na loteria. Portanto, se você encontrou alguém assim que racha não só gasolina, mas, culpas, segredos e aceita suas diferenças, que passa contigo um aperto mas também passa férias e os melhores verões da sua vida, COMEMORE, afinal, isso é tão difícil quanto viver um grande amor.

13.7.14

Carta a uma amiga




Dizem que as coisas mais belas que você tem na vida, o vento se constrange e não leva de você. Te considero como uma dessas coisas, tão bela que o tempo não levou, nem vai levar de mim! Sei que muita gente já passou pela tua vida mas alguns não tiveram consistência suficiente para permanecer nela e hoje posso dizer que não foram os anos, as horas e nem serão as distâncias geográficas que poderão nos separar.

Não preciso falar o quanto desejo todas as coisas boas pra ti e o quanto torço para que teus projetos se tornem reais. Esses últimos anos tem sido de muitas mudanças e decisões importantes na tua vida mas tenho certeza de que o melhor de Deus ainda está por vir.

Obrigado pela parceria, por dividir comigo os maus e os bons momentos. Parabéns por hoje mas principalmente pela pessoa admirável que você se tornou, alguém que sonha mas que também conquista. Parabéns porque as ciladas da vida não foram capazes de destruir tua essência. Mesmo com pequenos defeitos que tu ainda enxergas em si, digo que o tempo nunca será capaz de acabar com o teu sorriso bobo, os furinhos na bochecha e a gargalhada forte que eu amo. Que venham mais anos e mais realizações. To aqui se precisar falar, se precisar sorrir, se precisar chorar (como sempre estive).Feliz Aniversário! Te amo!

29.4.14

Vida de imprevistos



A vida é imprevisível e isso tem suas vantagens. O fato de não prever o que está por vir é o que torna a vida tão interessante e mágica, afinal, muita coisa boa já aconteceu por imprevisto. Famílias começaram, hobbys viraram profissão, amigos se tornaram irmãos, lágrimas solidificaram sorrisos, viagens mudaram vidas, textos saíram da gaveta e gols foram feitos no último minuto. Talvez as coisas boas que ganhamos nos imprevistos são esses presentes da vida que nunca poderemos explicar mas que só nós sabemos a diferença que fazem.

Os imprevistos assustam, ensinam e modificam, também reencontram, encontram e recomeçam, eles marcam as novidades que ainda estão por vir e apavoram os que preferem sempre o previsível, cercam-se de rituais e resumem a vida  a detalhes previamente planejados sem grandes emoções. Se lutarmos ferozmente contra eles, estaremos bloqueando um mundo de novas possibilidades.

Enfim, a toda hora imprevistos acontecem, uns bons outros nem tanto mas são eles que criam momentos inesquecíveis, nos despertam para a vida e contribuem para as mutações em nós, por isso, viva sem medo o resto você deixa por conta da sorte. Algo está sempre por acontecer e se os imprevistos lhe roubarem o chão abra as asas.

5.2.14

Necessidade de partir


Fui para longe das minhas certezas porque é pouco o que eu sei. Fui porque precisava conhecer o que me cerca e saber o que existe do outro lado, conhecer os ares, os arredores, as distâncias. Precisava entender os limites geográficos e ir além do que está escrito, precisava de novas histórias, novos rumos, andar sem destino por lugares que nunca visitei e entender o que eu não perguntei. Essa simbiose com o desconhecido me fez ver mais do que aguento.

Deixei o sol guiar o meu olhar, a terra molhada acolher minhas pegadas, o vento arrastar o medo pra longe de mim e vi que podia mais do que sabia. Fiz votos de paz, desejei coisas boas, conheci gente nova e apreciei as belezas do caminho. Fui sem a certeza de querer voltar.

Precisava ir embora porque o mundo que eu tinha já não me continha, o cotidiano me roubou palavras e tentativas vãs de descrever o inexplicável me calaram. Havia em mim uma necessidade de partir. Precisava ir porque a comida não tinha o mesmo sabor e meus versos estavam sem rima, fui porque o que estava lá fora me chamava e entendi que esse é o meu lugar.


Layout exclusivo do blog - Pensamentos Soltos | Feito por: Alice Grunewald | Tecnologia do Blogger | Cópia total ou parcial é proíbida ©