27.11.12

Deus Inefável



Tentei te expressar com adjetivos mas não os achei suficientes para tamanha grandeza. Investiguei em todos os idiomas para te exprimir mas ainda assim não bastaram nem alcançaram tua beleza. Tentei te medir com a imensidão do céu e o infinito do mar contudo não atingiram tuas medidas. Busquei no horizonte inspiração para te surpreender mas lembrei que toda inspiração vem de ti e antes que me venham as palavras tu já sabes.

Nem se usasse todos os recursos da ciência chegaria a exatidão de quem tu és porque teus pesamentos são maiores que os meus e a tua loucura é mais sábia do que a minha sensatez.

Percebi que dizer que és grande é máximo de entendimento que posso chegar para dizer o mínimo que és. Do crente ao ateu, do gentio ao judeu ninguém explica Deus

21.11.12

Rabiscando Recordações



Saudade do que vivemos, de toda insanidade correspondida, das horas juntos, de te ouvir cantar e as vezes sem refúgio me abraçar, da cumplicidade dos dias e até das reclamações, dramas e repetições que as outras nunca saberão imitar e entender as minhas. Talvez seja isso, somos dois chatos que se identificam e se entendem.

Saudade dos fins de tarde, de presenciar a tua visão de futuro tão cheia de sonhos e planos mirabolantes, da nossa observação tão minuciosa e inconsequente do cotidiano  diferente do nosso. Das farras que fazíamos com nossas próprias impressões de mundo. Saudade dos contextos e panos de fundo que nos cercavam motivo de tantas risadas.

Saudade sobre tudo, da nossa autossuficiência em nos divertirmos sem precisar de muito dinheiro, palácios ou diamantes apenas de uma quantidade abundante de afeto, reciprocidade de sentimento e da amizade que juntos cultivamos e nela podíamos passar dias conversando.  Quero me lembrar dos verões, das canções e das lições que me ensinou.

Fico feliz em saber que nada disso se perdeu, em poder me refugiar nessas lembranças tão gostosas onde sorrimos e choramos de felicidade e a cada reencontro me certificar de que foi válido construir o que a distancia nunca pode nos roubar: essa tal cumplicidade e a vivência de anos indissolúvel.

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